O Hospital Margarida, de João Monlevade, conforme anunciado na última semana, deve receber R$10 milhões do Governo de Minas Gerais para a segunda etapa de seu projeto de expansão. Os recursos foram intermediados pelo deputado estadual Tito Torres (PSD). Após articulações, Tito conseguiu inseri-los no Orçamento Estadual de 2025 e têm expectativa de liberação até o fim deste ano.
Atualmente, o Margarida executa a fase I da ampliação de suas estruturas e serviços. A chegada da verba, que só pode ser usada para este fim, é fundamental para viabilizar a fase II do planejamento. Esse prevê a construção de um novo almoxarifado, novo pronto-socorro, novo SAME (arquivo de prontuários), unidade de soroterapia e 10 novos leitos de CTI, o que dobrará a capacidade atual do Centro de Terapia Intensiva.
O projeto da fase II encontra-se em análise pela Vigilância em Saúde Estadual (Visa) e, segundo a direção do Hospital, após a liberação dos recursos, a previsão é que as obras sejam concluídas em até três anos.
Investimento estratégico
A confirmação do recurso foi feita pelo secretário de Estado da Saúde, Fábio Baccheretti, e pelo deputado Tito Torres, durante visita a Monlevade na última semana. Segundo Baccheretti, o investimento integra a estratégia do Governo de Minas de fortalecer a rede assistencial no interior e reduzir a dependência da capital.
O Hospital Margarida é referência na região do Médio Piracicaba. E a expectativa é que a ampliação beneficie não apenas João Monlevade, mas também os municípios de Bela Vista de Minas, São Domingos do Prata, Nova Era e Rio Piracicaba que integram a microrregião.
Desafios para a fase III
O futuro do projeto de expansão, porém, ainda depende da resolução de um impasse. Para iniciar a fase III, que contempla o aumento do número de leitos e outras alas, o hospital precisa da cessão de uma área da Abertta Saúde (antiga Abeb), mas o pedido foi negado pela instituição.
Na área pretendida, conforme o planejamento do Hospital, o Margarida deseja implantar novos leitos do SUS, ambulatórios, farmácia central e até um heliponto, o que ampliaria de forma significativa sua capacidade de atendimento regional. Sem a definição sobre o terreno, o cronograma da terceira etapa permanece indefinido.
Expansão necessária
De acordo com o provedor do hospital, José Alberto Grijó, a carência de leitos é hoje um dos principais gargalos da instituição. O Margarida possui 134 leitos, sendo 80 de enfermaria, 10 de CTI e o restante em apartamentos. “Com a conclusão da fase III, esse número deve saltará para 220 leitos”, informa José Alberto.
Apesar do avanço, o hospital ainda ficará abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que recomenda 2,5 leitos por mil habitantes. “Somando João Monlevade e Bela Vista de Minas, cidades em que o Hospital Margarida é a única porta hospitalar, fora os outros municípios de nossa área de referência, já chega a 100 mil habitantes. Mesmo com a ampliação, o déficit continuará sendo uma realidade”, explicou Grijó.


