Aranhas que infestaram avenida no Barreiro, em BH, são perigosas? PBH descobre espécie

Os moradores da região do Barreiro, em Belo Horizonte, ficaram apreensivos com a
grande teia de aranha que se formou nos últimos dias entre os fios de alta tensão e os galhos
da avenida Olinto Meireles, na altura do número 65, no bairro Indústrias I.

Apesar da situação inusitada, a população pode ficar tranquila. A equipe de zoonoses da prefeitura foi até o local e verificou que as aranhas são da espécie Trichonephila clavipes, uma espécie comum e que não representa risco à saúde humana.

“Nesses casos, o serviço de Zoonoses não realiza intervenções, uma vez que a presença desse tipo de animal não oferece ameaça à saúde da população. A Regional Barreiro vai acionar a CEMIG e empresas de telecomunicações para que avaliem as medidas cabíveis”, informou a PBH em nota.

A Itatiaia conversou com o médico toxicologista Adebal de Andrade Filho, coordenador do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Minas Gerais. Ele, que tem como rotina atender pacientes que foram picados por aranhas, também confirmou que as aranhar do Barreiro não fazem mal à saúde.

“Essas aranhas são muito comuns. Essas que produzem essas teias grandes e bonitas, tem pouca importância do ponto de vista da saúde. Elas não são associadas a acidentes com vitimas”, afirma. Ele ainda explica que, no Brasil, há três espécies principais de aranhas que costumam causar problemas de saúde. São elas: a madeira, marrom e viúva negra.

“Em 1º lugar temos a madeira, que é responsável por 75% dos casos atendidos. Os outros 25% são, na sua maioria, ataques de aranhas que não causam nenhuma alteração. A maioria não é peçonhenta. Mas como eu sei que o paciente foi picado por uma aranha que não é venenosa. Quando ele não teve nenhuma alteração laboratorial ou clínica”, disse.

Itatiaia